Dica I

16-04-2013 23:02

 

Os estimulantes, as atividades físicas e os estudos

 

 

Provas, PAVE, ENEM, VESTIBULAR! Palavras constantes e atormentadoras na mente de alunos do ensino médio em especial os alunos do terceiro ano. Nesta tormenta de compromissos e datas a vencer, os jovens tendem a buscar meios de render mais nos estudos, seja pela concentração ou perda do sono, a fim de ter mais tempo útil para estudar. Com isso, há uma procura intensa por remédios que evitam o sono e estimulantes naturais, como café, energéticos e até mesmo o tradicional chimarrão.

O que os remédios que evitam o sono e as bebidas mencionadas (além de muitas outras) têm em comum são substâncias chamadas estimulantes. A cafeína, presente em diversos chás, no chimarrão, nos energéticos e é claro, no café acelera os batimentos cardíacos, proporcionando maior fluxo sanguíneo e consequentemente uma maior irrigação do cérebro, que será alimentado com maior número de nutrientes além do fundamental oxigênio.

O que a maioria dos estudantes que aderem a esta “dieta do estudo” não sabem é que cafeína em excesso funciona como um fator negativo para a concentração. Altos índices de estimulantes no organismo provocam agitação em demasia, fazendo com que o estudante fique disperso, impaciente, com dificuldades de foco e concentração em estudos prolongados.

Além destes fatores, há também o chamado “efeito rebote” que os estimulantes oferecem. Após o pico de excitação gerado pelo estimulante, há uma queda brusca na excitação do sistema nervoso central, levando o indivíduo a uma depressão abaixo dos níveis relacionados antes de ingerir um estimulante. Na verdade, a pessoa já havia atingido o limite diário de concentração e o corpo começou a enviar sinais de cansaço, que foram mascarados pelos efeitos do café. Tais sinais voltarão após o efeito do estimulante passar, mais intensos do que anteriormente.

Outro fator preocupante aos adeptos de bebidas estimulantes é que estes estimulam também as atividades gástricas, aumentando significativamente os níveis de acidez estomacal, o que pode provocar uma úlcera gástrica, caracterizada pela famosa e desconfortável azia. Como então nossos estudantes podem se preparar para esta verdadeira “maratona do conhecimento”? O segredo está na atividade física!!!

Quando praticamos atividades físicas regularmente, nosso corpo responde de forma positiva, fabricando determinadas substâncias.

Algumas destas substâncias ganham destaque no cenário de estudos. Destaco aqui, duas substâncias que certamente irão auxiliar o público jovem a concentrar-se mais e obter melhores resultados nos testes:

Serotonina: Esta substância é fabricada e liberada em grandes quantidades mediante a prática de atividades físicas. Ela é intimamente associada à sensação de bem estar e desempenha um papel importante no nosso sistema nervoso, pois regula o sono, auxilia no controle da temperatura corporal e do apetite. Na falta desta, há uma sensação clara de ansiedade, que pode ocasionar também depressão e mau humor, seguido de uma vontade incontrolável de ingerir doces e carboidratos (pães, massas, etc.), pois estes alimentos são os principais fornecedores desta substância sem a prática de atividades físicas!

Endorfina: A endorfina é, basicamente, um neurotransmissor. Sendo assim, ela é transportada pela corrente sanguínea fazendo a comunicação entre as células do corpo. A endorfina traz a sensação de euforia, que mantém o corpo atento e sem dispersar. Seus efeitos são intensos e auxiliam muito àqueles que necessitam estudar, pois entre vários efeitos estão destacados a melhora na memória, o aumento da resistência física, bem como o aumento da disposição física e mental, além de melhorar a concentração.

Cabe lembrar que estes são apenas alguns dos inúmeros benefícios que a atividade física traz para a vida de estudante. A diminuição do estresse diário, a regulação da pressão arterial, o combate à intolerância à glicose e a diminuição da obesidade, são alguns outros fatores que são desencadeados com a prática constante de atividades físicas. Também saliento que durante este texto, falei em excessos! Bebidas estimulantes em doses pequenas e intervalos longos não apresentam danos significativos ao organismo são.

 

Então estudante, mãos à obra... Nada de “estimulantes milagrosos” que aumentam em demasia seu desempenho nos estudos e na concentração. Seu corpo não é brinquedo! Seu corpo não precisa de drogas ou estimulantes... Seu corpo precisa é de atividades físicas!!!

 

 

Cláudio Barbosa